quarta-feira, 22 de maio de 2013

Homem inútil

AVISO: Se você se ofender com o título desta postagem, meu site não é um lugar saudável para a sua leitura.

Não gritem. Nem todo homem é inútil. NEM TODO, o que não quer dizer que eles não existam em maioria.

Quando dá pra ser inútil
Acompanhei o primeiro episódio da série "Mundo sem Mulheres" do Fantástico (TV Globo) com a apresentação do ator Alexandre Borges e vi a constatação de que as gerações têm criado homens que podem até ser bons para mexer com eletricidade e mecânica, mas que são uma negação cuidando da casa.

Antes que as crianças comecem com seus lindos discursos de alto chilique, vamos pensar seriamente em uma coisa que vale tanto para os machinhos quanto para as femeninas: viver sozinho.

Quando você sai debaixo da asa do papai e larga finalmente a barra da saia da mamãe, decidindo viver sozinho, você precisa saber como sobreviver nesse mundo cruel e maligno. O mínimo requerido é que você saiba cozinhar algo comestível (miojo não conta como "saber cozinhar", me poupe dessa vergonha), lavar roupa, saiba o básico de costura (pregar botão e remendar rasgos) e limpeza. Além disso, ter noção de economia doméstica e aprender a arcar com as responsabilidades.

"Ai, pra isso eu tenho empregada" - Sorte sua que pode desembolsar dinheiro para pagar uma (e olha que depois dessa PEC ficou mais caro ter empregada), só que ela não estará vinte e quatro horas do seu lado.
"Ah, a minha namorada faz isso pra mim" - Essa é do tipo empregada mais barata, só pagar com um "eu te amo" e está tudo certo.
As mulheres que cedem a esse tipo de pedido, para mim, não passam de idiotas que estão mantendo o fluxo de dependência e burrice passada de geração em geração.

Sim, homem tem que aprender a costurar, a pregar botão, fechar rasgo. Isso não torna ninguém menos macho.
Atualmente os melhores chef's de cozinha são homens.
Não existe mais "trabalho para mulher" e "trabalho para homem". Se o cara vive sozinho em uma casa, é obrigação dele saber se virar.

Ok, só que a situação apresentada no programa é de pais que ficaram sem suas esposas por determinado período e tiveram que assumir as responsabilidades delas, como cuidar dos filhos e da casa.
Se eles soubesse o básico que reclamei aí em cima, metade do caminho teria sido muito mais fácil. Eu vi purê de batata com formiga. Não se dá isso para criança comer. Se o meu marido fizesse isso ele apanhava até aprender a virar gente.
Com filho é preciso ter PRINCIPALMENTE paciência e saber ser autoritário na medida certa.
Para a maioria das crianças é estressante ficar sem a mãe mesmo que por um único dia, portanto, é preciso entender o lado dos pequenos.

A proposta do programa foi BASTANTE interessante, principalmente para que esses maridos agora deem muito mais valor a suas mulheres. Mesmo só o serviço de casa já é bem puxado, imagina quando elas se desdobram em quatro ou cinco para trabalhar, cuidar dos filhos e ainda por cima dar atenção para seus parceiros? É complicado.

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Saindo do Fantástico...
Não sei se todos os telespectadores tiveram a mesma sensibilidade de notar isso, no entanto, seria de grande ajuda para as outras mulheres do Brasil, se seus parceiros vissem a importância que elas têm como integrantes primordiais da família.

Sem esquecer que há muitos casais que optam pelo modelo "contrário", que é a mulher se dedicar ao trabalho, enquanto o homem cuida da casa e dos filhos.
Acredito que deve existir um equilíbrio em qualquer relacionamento e que se possível seja feita uma divisão entre os afazeres domésticos. Não é só mais justo, como também mostra comprometimento com aquele relacionamento.

Puxei aqui a orelha dos homens (que não sabem como um homem prendado pode deixar uma mulher bem excitada, mas ok), porém, existem também as mulheres "inúteis".
Sem essa de "ai, meu cabelo vai ficar engordurado", "ai, vai sair o esmalte da minha unha" ou ai qualquer outra desculpa escrota de gente fresca.

Seu cabelo vai ficar engordurado? Então lave-o depois. As unhas vão descascar? Refaça. Não tem coisa que mais me enoja do que mulher preguiçosa que não sabe fazer nenhum trabalho doméstico. Porque, querida, quem não sabe fazer, não sabe nem mesmo mandar uma empregada fazer, não se iluda.

Meu Deus que mulher chata maluca
Meti o dedo na ferida?
Não acho. Sim.

Me arrependi?
Nunca. Não.

Vão falar um monte?
Como diz a música "Deixa isso pra lá" de Jair Rodrigues, "deixa que digam, que pensem e que falem", não estou nem aí mesmo.

Lembrem-se apenas de uma coisa: com a independência vem grandes responsabilidades.
D. Pedro I que o diga, não é?

Por Kimono Vermelho (21/05/2013)

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