quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Diários de Uma Escritora - 13

E aí, pessoal? Como foram as festas de final de ano? Legais como a da Natália ou horríveis como a do Frederico?

Bem, eu já tinha escrito boa parte do décimo terceiro post do Diários, mas resolvi apagar tudo. Por quê? Porque eu estaria gastando o meu latim à toa.
Por mais que você explique certas coisas para as pessoas, elas nunca terão o seu nível de entendimento se elas não estiverem no mesmo nível de raciocínio.
Não estou chamando ninguém de burro e se você interpretou dessa forma, SAIA DAQUI NUUBI! realmente foi bom eu ter deletado o outro arquivo.

Diários de Uma Escritora 13 - Tipos de escritores

Não é difícil encontrar workshops, livros, dicas, blogs e tantos outros materiais que ensinam ou aprimoram as habilidades dos escritores.
A minha pergunta é: até que ponto isso é benéfico?

Pensando de forma superficial, não há nenhum ponto em que esse conhecimento traga malefícios, aliás, ele é muito bem vindo. Contudo, de que tipo de escritor estamos falando? Daquele intuitivo e criativo até a última célula do corpo ou daquele que prima pelos detalhes técnicos?
Aproveitando o número de questões, vou deixar uma para que os leitores pensem: escrever é uma arte ou uma ciência?

Desde os primórdios, nenhum artista puramente criativo é levado a sério no início da carreira. A maioria deles só se tornou "gênio" depois de morto.
Normalmente os aclamados são aqueles que estudaram os conceitos, os antecessores, os estilos, etc. Nem sempre eles de fato possuem criatividade. Muitas vezes, apenas sabem unir os assuntos de forma agradável.

Um escritor criativo é aquele que você dá o tema "pedra/rocha" e ele já começa a escrever algo sobre, quase sempre, diferente do que uma pessoa normal imaginaria.
Um escritor técnico é aquele que recebe o mesmo tema, pode ou não já começar a escrever (alguns precisam de tempo para pensar e organizar o que irão botar no papel), mas que costumeiramente segue por um caminho mais comum.

Qual deles é o melhor?
Nenhum.
Os dois.
Um ou outro.
Na verdade, essa resposta cabe ao leitor de cada texto. Alguns vão preferir o criativo, outros o técnico. Tudo depende do nível de entendimento e raciocínio do público, isso porque não incluí o humor no momento, se você está ou não acompanhado, se está com pressa ou tranquilo, entre outras condições.

Eu vou reforçar o que escrevi ali em cima: todo conhecimento é bem vindo.

Aos criativos que se sentem incapazes de ficarem presos por metodologias, aprendam a digerir. Eu sei que qualquer coisa que pareça técnica já os deixa arredios, no entanto, peguem essa informação e absorvam apenas o que é essencial. Você não precisa decorar a fórmula toda como se fosse prestar um vestibular.

Aos técnicos, caso você não seja muito criativo, aproveite seu dom para o aprendizado e treine a criatividade. Dê a si mesmo temas corriqueiros e vá escrevendo sobre eles. Se o tema é "rua", escreva três a cinco textos e faça com que todos fiquem bem diferentes uns dos outros. Saia do óbvio.
Sua criatividade poderá melhorar.

Sair da zona de conforto sempre traz ótimos resultados, independente de qual tipo você é.
Foi por conta desse desejo de saber até onde vão as minhas habilidades, que criei o Writing: Impossible, um desafio trimestral em que os leitores enviam temas, votam e escolhem o que eu vou escrever.
O tema, sexo/gênero do protagonista e o tipo de narração é por conta deles, o conto e sua trama já são comigo.

Por conta da parceria do site, eu não posso escrever aqui sobre temas proibidos para menores de 18 anos (sexo explícito ou erotismo), incitação de ódio contra algo ou alguém e conteúdo repulsivo ou grotesco, fazendo com que infelizmente eu fique um pouco limitada. Apesar disso, eu escrevo razoavelmente bem os citados.

Os escritores também precisam aprender a deixar o preconceito de lado.
"Ai, não escrevo romance homossexual"
"Ai, não escrevo grotesco"
"Ai, não escrevo sobre sexo"
Eu acho que você só não deve escrever sobre algo que fere mortalmente os seus princípios, de resto... Se joga, meu amor! Escritor está aí para sambar na cara do recal- Espera. Post errado.

Como já deixei claro nos Diários anteriores, não gosto de ser limitada.
Há uma diferença entre isso e entre a falta de noção. Existem textos que não ensinam nada com o tema e que só estão ali para ferir o leitor ou satisfazer a mente não muito sã de seu criador. É preciso ter cuidado e saber discernir qual texto deve ficar para sempre fechado no seu computador/armário e qual deve ser publicado.
Estou falando sério, algumas pessoas pecam pela insanidade.
Eu acho que se um texto aborda um tema tabu, deve ter no mínimo como propósito, uma lição, uma crítica ou ao menos fazer sentido para quem o lê. Existem histórias que poderiam muito bem continuar apenas na mente instável de seus autores.

Eba! 2013 é o ano da Serpente no Horóscopo Chinês!
Muito bem.
Um ano de Diários de Uma Escritora, sabia? Pois é.
Espero que eu possa continuar entretendo vocês com essa seção, apesar de não trazer muitas informações úteis. A maioria é o que aprendi sozinha pela v1d4 l0k4, então desculpe se eu for intuitiva demais, técnica de menos. Sou burra feito uma porta, mas é a vida. Tenho uma amiga que fica possessa quando brinco com essas coisas de "burra feito uma porta". Eu posso me xingar, vocês não.

Espero ter criatividade para os próximos onze posts, porque vou precisar. Ou talvez seja melhor adiantar logo um dos meus livros para que exista assunto a ser discutido.
Nah... O script está longe de ser encerrado. Até lá, nada de passar à limpo. Desculpa. Vou tentar apressar as coisas este ano. Não que seja importante para vocês, mas... Naaaaaah, já to enchendo linguiça.
Feliz 2013, folks!

Por Kimono Vermelho (09/01/2013)

2 comentários:

  1. Saudações

    O post merece ser caracterizado como fonte de consulta, não apenas pelo fator de citar opções de busca pelo conhecimento e de pesquisa, como também por enfatizar as opiniões que tens sobre o tema aqui proposto.

    Lançar e um tema e deixar a pessoa se aventurar nele é um passo importante para sair da "zona de conforto" e também para deixar amostra que há, evidentemente, um potencial latente não explorado o suficiente. De igual forma, ninguém deve se sentir obrigado à trabalhar com temas que não julgue como propícios ou saudáveis, podendo se dedicar melhor às àreas que mais lhe atraem.

    Tocar nestes dois tópicos, da forma como foram levantados no post, deu ganas de influência ao texto, Red Kim. Acredito que são ótimas dicas e que merecem, no mínimo, a devida atenção.

    Ótimo post, Red Kim.^^


    Até mais!

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    Respostas
    1. Sim, concordo com você.
      Acho que desde que a pessoa não se sinta mortalmente ofendida, ela deve buscar escrever sobre quase tudo e expandir seus horizontes.
      Obrigada pelo comentário! ^^/

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