domingo, 9 de dezembro de 2012

Kimono Drops: Os bastidores da resenha de 50 Tons de Cinza

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE SITE, A PESSOA QUE VOS ESCREVE FOI TÃO PSICOLOGICAMENTE TORTURADA.

Diga não a tortura, diga não ao trabalho escravo que foi feito para que a resenha de Cinquenta Tons de Cinza (E.L. James) saísse.

Quando eu decidi que iria entrar nessa terrível empreitada, coloquei na minha cabeça que por mais bizarro que o livro fosse, eu iria até o final.
Como o tema era sexo e sadomasoquismo, imaginei mil e um tipos de tramas bastante envolventes (e talvez medonhas) e até avançadas demais para o meu cérebro tão tolo, só que com o tempo a máscara do livro foi se dissolvendo.
Procurei ler outras resenhas antes de começar a minha leitura. Algumas eram apaixonadas demais e outras tinham uma raiva tão comedida que eu posteriormente pensei se a minha opinião seria tão educada assim.

Foram conversas no Twitter, trechos oficiais liberados em post ou vídeo, muitas notícias sobre o sucesso do livro, entrevistas com a autora...
Eu fiquei ansiosa.

Li o primeiro capítulo pelo post de um site de uma editora de revistas, a qual não me recordo o nome. Foi cansativo por conta da descrição exacerbada de partes não interessantes, a apresentação pobre dos personagens e clichês que poderiam ter sido descartados. Gostei da entrevista por causa da arrogância e sagacidade de Christian Grey, que parecia ser um personagem interessante e que no decorrer do livro virou uma piada.

Comecei lendo dois capítulos por dia e teve caso de leitura de um até três capítulos por dia, mas não foi uma leitura "seguida". Fiz pausas longas, tanto que o livro demorou mais dias para ser lido do que Crepúsculo de Stephenie Meyer (que também teve pausas, no entanto, foi mais rápido).
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Quando eu descobri que o livro era uma fanfic da história de vampiros, meu ânimo desceu até o fim do universo.

Com certeza as piores partes foram os últimos 8 capítulos e concluir a resenha.
Sabe quando algo te consome de uma forma nada saudável e expurga qualquer sentimento bom? Foi este o caso. Pensei seriamente em desistir, mas como desistir é sempre fácil e continuar é sempre difícil, resolvi terminar o que tinha começado.
Sinceramente, não quero ler mais nenhum livro tão cedo. Meu cérebro cansou.

As pessoas que me seguem no Twitter sabem o tamanho da minha raiva com essa obra e disseram que se surpreenderam com a aparente educação na resenha.
É como expliquei para um deles: é preciso entrar na "briga" com, pelo menos, alguns argumentos. Qual seria a vitória se um fã de 50 Tons chegasse e dissesse "Ah, mas você só xingou"?
Xingar, qualquer um faz, agora debater e expor argumentos...

É claro que eu praguejei muito para escrever essa resenha, é claro que eu tive sentimentos ruins sobre a autora, é claro que eu perdi neurônios e sanidade...
Só que no fim valeu à pena. Foi um dos posts mais comentados e vistos do site.

Obrigada por me acompanharem durante essa tortura psicológica. Ajudaram a manter minha sanidade em níveis aceitáveis.

Por Kimono Vermelho (09/12/2012)

2 comentários:

  1. Saudações

    [50 Tons de Cinza] foi realmente uma experiência para ti, Red Kim. Imagino o que deverá vir pela frente...

    No mais, inspiração é algo sempre bem-vindo e, no caso, o Twitter lhe promoveu ideias e sugestões para tanto. Isto sem contar, obviamente, as ideias que tu já tinhas pronta para colocar por sobre a mesa, devidamente.

    Este é o caminho, Red Kim.


    Até mais!

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    Respostas
    1. Sim, com certeza. E por conta do apoio que recebi no Twitter, consegui terminar a resenha.
      Obrigada pelo comentário!

      Excluir

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