quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Espanando a poeira: Desenhos

Este é o terceiro post da saga "Espanando a poeira".
Você pode ver os anteriores na categoria Especiais.

Vira e mexe alguém fala "canto desde os 3 anos", "falo desde os 6 meses", "faço tal coisa desde os X anos". Isso não quer dizer que você cantava bem ou que falava coisa com coisa.
Sendo assim, eu comecei a desenhar com 3 anos 5 anos.


A inspiração veio com o anime Sailor Moon (Naoko Takeuchi) que passava na extinta TV Manchete. E se engana redondamente quem acha que eu copiava uma imagem de revista. Eu NUNCA tive a capacidade de copiar nada. Apenas desenhava os personagens com seus detalhes principais, só que em posições totalmente diferentes.
É claro que era um garrancho, seria muito bizarro se eu desenhasse primorosamente com 5 aninhos de idade.
Foram desses rabiscos que nasceu o hobby de desenhar.

Minha mãe costumava jogar fora meus desenhos, até que uma amiga artista plástica disse que era bom guardá-los. Onde eles estão hoje? Provavelmente apodrecendo em algum lugar ou realmente foram jogados fora. Não tenho saudades daquele traço medonho.

Atualmente por causa dos podcasts, eu pinto os meus desenhos (muito mal, aliás), apesar de preferi-los em preto e branco (que é mais prático).
Acabei também aprendendo a mexer com nanquim que é uma verdadeira mão na roda, já que a caneta que eu usava para fazer a finalização, ficou sem tinta e não encontro outra em nenhum lugar.

Onde tem papel estou rabiscando
E isso não é mentira.
As apostilas do colégio foram desenhadas em cada bom espaço que sobrava entre os textos, exercícios e imagens.

Arte de 2005

Não gosto de desenhar em folha de fichário e muito menos com caneta esferográfica. Segundo uma revista que eu lia quando mais nova, isso não era recomendado, pois passaria a impressão de desleixo.

Eu costumava desenhar com lápis e alguns bons desenhistas ainda o fazem e recomendam, no entanto, a ponta vai se desgastando e o traço vai ficando mais grosso, o que me irritava muito (apontar de 2 em 2 minutos é um saco). Substituí pela lapiseira, que muitos consideram errada. Bem, não uso os esquemas que normalmente são ensinados em escolas e revistas, então por que deveria deixar a minha praticidade de lado?

Não desenho bem e tenho consciência disso, só que não vejo como evoluir a não ser com passos lentos e maior observação da anatomia humana.
Aqueles esquemas de fazer uma bola, uma cruz e o caramba a quatro, não funcionam comigo. Gosto de tudo que é intuitivo e não demanda decoração de fórmulas, por isso aqueles esquemas só me confundem.

Além disso, acho que o modo como é ensinado em escolas e revistas, deixa todo mundo com a mesma arte, ninguém tem um estilo próprio, é tudo muito parecido (pelo menos aqui no Brasil).

Hoje em dia eu raramente desenho quando tenho vontade. Na maioria das vezes faço por obrigação e com pressa. Se isso é bom? Não, só que é necessário.

Não tenho noção de profundidade e nem de sombra ao pintar os desenhos. Tenho que fazê-los usando o básico que aprendi em aulas de Artes no colégio.

Eu faço totalmente tradicional, apesar de ter a curiosidade de um dia desenhar digitalmente. A paleta de cores é maior e posso fazer diversas cópias se eu quiser.
Costumo cometer alguns erros fatais ou redesenhar algumas partes várias vezes, o que marca o papel e deixa a arte feia. Isso poderia não acontecer se eu fizesse digitalmente. É um investimento que no momento não tenho condição.
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Adoro lápis de cor. A minha maior paleta foi de 72 cores. É muito pouco perto do que os programas de edição de imagem podem oferecer, além das tintas e as famosas Copic markers.
Essas malditas canetas japonesas tem diversas cores e são apaixonantes. É outro investimento (caro pra chuchu) que vai ficar só na imaginação.

Existem também papéis especiais, gramaturas e outras especificações que eu prefiro deixar com os profissionais da área.

Sim, eu adoraria desenhar melhor, mas a minha capacidade é esta.

A única vez que recebi uma "ofensa" nos meus desenhos, pasmem, foi pelo Twitter por um cara entrão (a.k.a. intrometido) que viu um RT de um post meu e disse que minha arte era do mesmo nível que de Shin-chan (Crayon Shin-chan de Yoshito Usui).
Bem, tratando-se de uma obra tão importante e reconhecida pelo Japão... Obrigada, Sr. Intrometido, por me comparar a algo tão famoso no país dos meus avós. Com certeza ele não conhece GeGeGe no Kitaro de Shigeru Mizuki. É uma pena. Gostaria de ter sido comparada ao mangaká que mais adoro, mas tudo bem, os meros otacos não o conhecem.

Depois de alfinetar mais um idi- Digo, uma pessoa que veio mexer em vespeiro, é hora de dar tchau encerrar essa bagaça.

Vou deixá-los apreciando minha arte imatura do Halloween. :)
Fiz dia 29/10/2012 para o Halloween
E aí: sabe desenhar o homem palito?

Por Kimono Vermelho (21/11/2012)

2 comentários:

  1. Saudações

    Não sei até aonde posso estar sendo prepotente ou algo similar, mas o dom para desenhar vem de cada um com uma forma natural...

    Você preferiu não copiar e criar seu traço apenas no visual, ou seja, analisando os personagens que tanto gosta. Acho isso bem interessante e válido...

    Limitados ou não, seus desenhos são bem legais e chamativos. Acredito que devas continuar como está...^^

    Até mais!

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    Respostas
    1. Não acho que você foi prepotente, porque eu concordo que desenhar é um dom e vem para cada um de forma natural. Às vezes a "forma natural" são esquemas de revista, outras vezes são à mão livre e assim vai.
      Meus desenhos são medonhos, mas obrigada por ver algo de bom neles. D: Obrigada pelo comentário! ^^/

      Excluir

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