terça-feira, 23 de outubro de 2012

Kimono Vermelho analisando: Nura - A Ascensão do Clã das Sombras

Olá, pessoal!

Resolvi fazer um post à parte, porque eu sou Nurafag, ou seja, sou fã HARD de Nurarihyon no Mago e tenho considerações longas e importantes para fazer sobre o volume lançado pela JBC na 19ª Edição da Fest Comix (você pode ler meu post sobre o evento aqui).

Esse banner na Fest Comix merecia ser meu.
Comecemos pelo título!
Quando a JBC anunciou que Nurarihyon no Mago (Hiroshi Shiibashi) não viria com o nome original, senti um frio na espinha. Mas concordo que para os mais novos ou pessoas que estão se iniciando agora na cultura japonesa, talvez fosse complicado dominar rapidamente e/ou pronunciar o título original.
Seguindo a linha da versão norte-americana (Nura - The Rise of Youkai Clan), ficamos com Nura - A Ascensão do Clã das Sombras.
Acabei me acostumando. Culpa do Cassius.

Vamos falar da capa!
Uma dó não ver Nurarihyon no Mago em japonês com romaji ao lado, só que pelas comparações que vi em blogs da imprensa especializada (pff), a capa mais fiel foi a brasileira.
Lindo trabalho ao escolher uma fonte que imitasse a escrita com o fude (pincel utilizado normalmente para a arte do sumi-e).

Agora o negócio vai ficar REALMENTE sério.

A Ascensão do Lado Fangirl
Não sei mais como agradecer a JBC por trazer este título ao Brasil tão cedo. Digo isso, pois esperei por Soul Eater (Atsushi Okubo) 2 anos e quando a editora trouxe a obra, eu já não a lia mais.
Outro motivo é a mitologia presente no mangá, que me interessa muito para projetos próprios. Quase chorei ao encontrar o nome de um youkai que eu precisava tanto e não consegui achar pelo Google.

O mangá é recomendado para maiores de 14 anos e o preço é de R$ 11,90. Como o comprei na Fest Comix, saiu por R$ 9,50.
Ainda assim, o preço padrão está ótimo.

Vamos falar do conteúdo.
E agora chegam as críticas e sugestões...

A JBC é conhecida por adaptar às vezes EM EXCESSO os mangás, vide xxxHolic (CLAMP) e as canções de Mokona.

"Sinhozinho" não dá. NÃO DÁ.
Como disse o Dih, os youkais não estão na senzala. Por favor, "sinhozinho" não. Eu sei que não é legal fazer comparações, mas no quesito adaptação, eu prefiro a Panini, que traduziu "bocchan" de Black Butler (Yana Toboso) como "jovem mestre".
Não sei qual é o original em Nura. Se tirar pelo anime, chamam Rikuo de "waka-sama" e acho que "jovem mestre" seria mais do que satisfatório, seria perfeito e tem apenas 1 letra a mais que "sinhozinho".
Esse termo foi uma facada no meu coração.

Outra coisa que me incomodou bastante foi o fato de terem traduzido o nome do Kubinashi.
"Kubinashi" é como nome próprio. Aí podem argumentar que "Yuki Onna" também é nome próprio e foi substituído por "mulher das neves". Acontece que em Nura, a Yuki Onna tem um nome próprio, é Tsurara Oikawa. Kubinashi não. Esse é o nome dele. Se possível, gostaria que ele fosse chamado de "Kubinashi" e se houvesse necessidade, colocassem uma nota sobre ele, assim como foi feito com Kurotabou e Aotabou.
Nomes próprios são nomes próprios, traduzir e chamá-los pela tradução não faz sentido. Ou todos os Eduardo's deveriam ser chamados de "prósperos guardiões", Asamiya's de "templos da manhã" e assim por diante.

Também fiquei incomodada com o uso de "Tengu Corvo" e não "Karasu Tengu" (usando uma nota para explicar, como foi feito sobre a parte "tengu" do nome). Não é tão impossível de tolerar quanto "sinhozinho" ou "sem-pescoço". Seria legal a mudança? Sim. Se não mudar... Bem, neste caso me conformo.

Gostei por terem mantido o termo "Hyakki Yakou/Yako" e "osore", que são importantes para a trama.

Tenho algumas considerações sobre o uso de "família" no mangá. Os youkais aliados dos Nura não são exatamente uma família para eles. Acho que "família" se refere a Rikuo, Nurarihyon, Wakana (mãe de Rikuo) e Rihan (pai de Rikuo). O mais aconselhável para se falar dos youkais seria "clã". Os youkais aliados do "Clã Nura", e não da "família Nura". Até mesmo para dar sentido ao título escolhido pela editora.

Gostaria muito de uma seção de glossário, contudo, se não for possível, tudo bem.

Nada contra o uso de "assombrações" ao invés de "ayakashi", aliás, aprovado.

As falas do Gagoze. Bem, como não sei como é a versão original, só tenho algo a dizer sobre isso: sou um pouco de disléxica, então me perdi para entender os balões na primeira leitura. Nada grave. E não é reclamação.

Duas páginas estavam manchadas (nada que prejudicasse a leitura) e uma estava com as falas cortadas (não sei o número das páginas, porque... elas não têm números).

Gostei dos extras, adorei as impressões nas contra-capas e a mensagem do "editor assombroso" na última folha. Só o fato de Nura estar em português e ter sido lançado no final de semana do meu aniversário, já é motivo para eu agradecer a JBC de joelhos.

Acho que a editora está fazendo um ótimo trabalho de divulgação e interação com o público, algo que eu não vejo outros fazendo, principalmente por Twitter e de uma forma tão tranquila e não "OLHA, GENTE, TEM UM EASTER EGG NESSA FOTO".

E uma confissão: eu não li o mangá entre o capítulo 2 até ao que corresponde o final da primeira temporada do anime, ou seja, vou perder essa "virgindade" com a JBC. OLHA A RESPONSA, JBC!!!
Brincadeiras à parte, os outros capítulos posteriores eu li em inglês e, como já deixei claro, esse idioma não é meu forte. Estou ansiosa pela tradução da editora.

Eu queria saber se pretendem publicar o one-shot que deu origem ao mangá em algum volume. Seria interessante.

Bem, essa foram as minhas considerações e puxões de orelha sobre Nura - A Ascensão do Clã das Sombras.

E aí: como não rir com essa arte louca do Shiibashi, gente?

EDIT: Eu escrevi "jovem mestre" como sendo a tradução que a Panini escolheu para o mangá de Black Butler, mas o correto é "jovem amo". Agradecimentos ao Ikari387. | Porém a melhor tradução, na minha opinião, para Nura, seria "jovem mestre".

Por Kimono Vermelho (23/10/2012)

2 comentários:

  1. Não sei se por costume em outras obras, mas sinto falta do termo ayakashi. No mais, concordo com o texto.

    Aliás, se não falha a memória, acho que a Panini adaptou como "jovem amo" em vez de "jovem mestre".

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    Respostas
    1. Bem, foi a escolha da JBC e acho que não afeta muito, seria só questão de gosto mesmo, como Karasu Tengu e não Tengu Corvo, por exemplo.
      Eu dei uma olhada no mangá aqui e é "jovem amo" mesmo, obrigada por corrigir.
      Obrigada pelo comentário!

      Excluir

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