terça-feira, 16 de outubro de 2012

Kimono Drops: "Mulheres Ricas" no Museu do Ipiranga!

COMO OUSAM PROFANAR AQUELE SOLO SAGRADO ONDE MAIS À FRENTE D. PEDRO QUASE MORREU DE CAGANEIRA E DISSE QUE PORTUGAL NÃO TINHA DIREITO DE ENCHER O SACO DO BRASIL?

Kimono, o local é público...
Ok, vamos começar de novo.

Costumo de vez em quando caminhar no Parque da Independência (que fica atrás do Museu do Ipiranga), porque é um local bonito e não sinto que estou fazendo exercício físico. Segundo um médico amigo meu, esse é o tipo ideal, já que fazer exercício não pode ser visto como algo chato ou como uma obrigação ruim, portanto, lá estou eu no parque.

Eu ainda farei um post completo sobre a delícia que é passear naquele lugar, prometo.

Acontece que quando saí da parte de trás do museu e fui para o jardim que fica à frente, observei uma movimentação estranha. Primeiro por causa de um grupo de turistas coreanos ou chineses (japoneses não eram, porque eu conheço o idioma) que estavam tirando fotos.
Próximas a um dos bancos da lateral do jardim, vi caixas, como aquelas que bandas costumam transportar seus equipamentos. Pensei que era dos turistas asiáticos.

Circundando o jardim, durante uma caminhada um pouco atrapalhada, já que várias pessoas apareceram do nada tirando foto de tudo, percebi uma mesa, cadeiras e pessoas, no espaço entre a fonte e o jardim.
Andando um pouco mais e mudando a área de visão, vi mulheres sentadas de vermelho.
Jurei de pé junto que os asiáticos estavam fazendo alguma gravação ali, talvez uma entrevista, falando sobre a beleza do local.
Comecei a me aproximar, ainda, claro, longe da mesa com as mulheres e comentei: "Aquela mulher loira ali, parece a ex-mulher do Carlos Alberto de Nóbrega".
De repente, uma moça apareceu e disse: "Oi. Por favor, vocês poderiam sair? É que vocês estão aparecendo na gravação".
Eu quase revidei: "Oi, moça, o local é público, eu posso andar onde eu quiser".
Eu ainda sou educada e ainda sei o que é parar a gravação por causa de pessoas atrapalhando, então fui embora.
Minha mãe perguntou sobre o que era e a moça respondeu que era a gravação de "Mulheres Ricas", confirmando minhas suspeitas: ali realmente estava Andréa de Nóbrega, ex-mulher do Carlos Alberto de Nóbrega (não conhece? Ele faz A Praça É Nossa no SBT, ou pelo menos fazia quando eu assistia).

Fofocas à parte, eu nunca gostei desse reality show, porque acho fútil e inútil (rima pobre). Mas sabe como é televisão que quer audiência, né? E também, o que esperar de uma emissora que contrata o "Pânico na TV"?

É, pão e circo para o povo ignorante, enquanto eu fico com meus livros e os lindos terrenos do museu.

Sei que a USP gosta que chamem o Museu do Ipiranga de Museu Paulista, no entanto, convivam com o fato de que continuarei a falar e a ensinar os outros a falarem MUSEU DO IPIRANGA e não PAULISTA. Não torrem a minha paciência.
É como chamar as Águas Espraiadas de Av. Jornalista Roberto Marinho.
Se der na telha, chamo o museu de "Museu de D. Pedro" e quero ver quem irá reclamar.

Kimono, para, o museu não lhe pertence...
Ao menos eu amo algum lugar do Brasil. Desculpa, sociedade.

Ah sim, espero não ser censurada só porque vi algo acontecendo em um local público e estou anunciando.

E aí: este post ficou muito venenoso ou o de 50 Tons de Cinza será pior?

Por Kimono Vermelho (16/10/2012)

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