quinta-feira, 9 de agosto de 2012

E quando o humor perde a graça?

Estive ponderando sobre este assunto há um bom tempo e cheguei a conclusão de que o humor é relativo.
Ok, nada que você e a torcida do Flamengo já não saiba, mas e quando o humor sai do ramo da graça e se torna algo ofensivo? Até aí também nenhuma novidade.
O humor é cruel, pois na maioria das vezes está usando um esteriótipo como alvo.
Quem já não cansou de escutar piadas de portugueses, de loiras, de gordos, argentinos, caipiras, cornos, entre muitos outros? O problema do humor é quando ele ultrapassa um limite tênue entre graça e ofensa.


Este post pode ser visualizado em fundo branco, letra preta aqui.


Vamos dar nomes aos bois, ou melhor... Para não ser processada, melhor mudar isso aqui...
Vamos dar nomes aos envolvidos.
Não acompanhei a polêmica no começo, na verdade, peguei o bonde andando, só que procurei me informar depois.
O comediante Rafinha Bastos no programa CQC da rede de televisão Bandeirantes, fez uma piada infeliz, sim, eu julgo infeliz o que ele disse, sobre a cantora Wanessa Camargo Buaiz.
Para quem ainda não viu a cena é só procurar em sites de vídeo. Bombou na internet e fez uma grande repercussão entre vários blogs e vlogs.
Eu sinceramente gostava bastante dos shows de stand-up comedy do Rafinha, mas depois dessa meu respeito por ele diminuiu um pouco.
Todos que conhecem o comediante dizem que ele sempre teve esse humor ácido, só que obviamente tudo tem limite. Falar que comeria a mãe e o bebê não foi a coisa mais inteligente para se dizer em um programa ao vivo, porém, convenhamos, tem tanta coisa pior aparecendo na televisão que não deveríamos ficar tão chocados com isso.
Eu, sendo mulher, tomo as dores da cantora, pois não ia gostar nada se essa piada fosse comigo e COM o meu filho. Alguém dizendo que queria me comer vá lá... Apesar de ser totalmente admissível uma internação no manicômio para essa pessoa, mas enfim... Falar do meu filho? A coisa muda de foco.
Eu acho totalmente compreensível qualquer tipo de represália vinda do marido ou da própria Wanessa ao programa e ao comediante.
As pessoas esquecem que mulheres, principalmente as grávidas, estão mais sensíveis e podem não "curtir" esse tipo de "brincadeira", que poderia ter terminado bem se o Rafinha tivesse se desculpado ou consertado, o que não aconteceu.

"Rafinha! Rafinha! Rafinha!"
O interessante disso tudo é ver a reação das pessoas.
Bem, não dá para esperar muito de gente que acha graça em programas do tipo Pânico na TV (da RedeTV!). Porém já aprendi com o mundo que "gosto não se discute, se lamenta" e muito.
O engraçado é ver uma boa parte dos espectadores/internautas fazendo coro pelo Rafinha sem conseguir diferenciar piada de mau gosto da carreira do comediante. Eu não vou começar a odiar o Rafinha Bastos ou a desmerecer toda a carreira dele antes desse incidente, e tampouco vi a cantora fazendo isso. O que repudiamos foi a piada torta. Nem todo mundo está jogando pedras, só que precisamos botar um pouco a mão na consciência e perceber que humor tem limite de bom senso, quando ultrapassa essa linha perde a graça. É como o bullying. Para os agressores, fazer graça com a vítima é uma das coisas mais legais e engraçadas que tem. Agora pergunte para a vítima se ela gosta.
Acha que eu exagerei na comparação? Hahahahaha... É porque você não viu nada, não sabe de nada, não escutou nada.
Quanto ao comportamento de zombaria do comediante... Bem, você esperaria o quê? Ele não é advogado, executivo, cantor... Ele é comediante, tem que tirar sarro da situação.
Se eu aprovo esse comportamento? Não, mas acho engraçado.

Mas afinal... De que lado você está?
Estou do lado da Wanessa, pois como já expliquei sou mulher e não gostaria que falassem assim com o meu filho. Porém isso não quer dizer que eu necessariamente precise "crucificar" o outro lado. Eu tento ser justa na medida do possível e isso não quer dizer ser extremista. Obviamente a situação poderia ser outra se a brincadeira fosse comigo, não sei, tudo dependeria da reação e de como eu receberia a "brincadeira". Talvez eu só desse risada.
Cada caso, um caso.

E você: pimenta nos olhos dos outros é refresco?

Por Kimono Vermelho (24/10/2011)


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