quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Diários de Uma Escritora - 1

Diários de Uma Escritora 1 - Como tudo começou e desabafo...

Pois é, eu sabia que uma hora precisaria compartilhar o meu jeito maluco de escrever ou pelo menos comentar o quão louca sou escrevendo.
Bem, para quem não sabe eu tenho alguns projetos de livros e estou me dedicando a escrever dois ao mesmo tempo.
Um é ficção fantasia e o outro é ficção com realidade.

 Por motivos de defesa dos meus direitos autorais, não postarei nomes, trechos ou mais informações sobre os projetos, desculpe. Infelizmente a filha de uma amiga da minha mãe passou pela péssima experiência de ter sua ideia roubada. Isso mesmo! Ela comentou sobre seu projeto com alguns "amigos" e, claro, algum foi mais esperto e apresentou a ideia primeiro.
Aprendi a lição e por isso não permitirei que tirem o filho de mim. Pode rir, eu trato o projeto do meu livro como um filho. Pode rir, não tem problema, porque você está rindo da sua própria ignorância.

Muito bem. Como alguns estão carecas de saber, eu sofri bullying na escola desde o momento que pisei os pés naquele inferno até o dia que saí. Eu aguentei muita coisa que, inclusive, afetou feiamente a minha saúde, então para exorcizar meus próprios demônios comecei a escrever.
Escrever, para mim, é como uma terapia. Se sinto raiva, se estou triste, se estou apenas inspirada, não importa, sento na frente do computador e começo a escrever. Convenhamos que é melhor que matar alguém, certo? Vontade para isso nunca me faltou, mas não quero ser presa porque perdi a cabeça algumas várias vezes com desgraçados que acabaram com parte da minha vida ou bom humor.
É uma forma também de me vingar de todos os colegas imbecis que tive no colégio e que atualmente vivem sua vidinha medíocre em seu mundo ridículo. E já estou começando a me preparar mentalmente para aguentar a ladainha deles, caso eu faça sucesso com os livros.
Eu posso dizer que se não fosse minha garra para escrever meus livros, eu já teria feito muita besteira na vida, algumas realmente graves que não convém comentar aqui. O que eu quero mostrar é que é possível ser vítima de bullying e dar a volta por cima. É claro que se as crianças e adolescentes fossem menos babacas, não teríamos o massacre de Realengo, por exemplo. Qualquer brincadeira que tenha humilhação ou constrangimento no meio pode trazer graves consequências ao alvo e posteriormente aos agressores. Fica a dica.

O que quero com os meus livros? Principalmente fazer o público brasileiro ler conteúdo feito por brasileiros. Nada contra J.K. Rowling, Stephanie Meyer ou J.R.R. Tolkien, mas me sinto frustrada por não ver grande comoção com escritores brasileiros. (Paulo Coelho não entra no assunto, ok?)
Eu me sinto pior quando vejo meninas e adolescentes lendo livros de romances de contos de fadas, onde elas se deixam levar pela água com açúcar e que sempre traz dolorosas decepções na vida real.
Meninas, é duro o que vou dizer, mas vocês precisam largar os contos de fadas e aprender a viver como mulheres na sociedade. Não vai existir papai e mamãe para sempre, então aproveite para aprender e saber se defender. É só um conselho. Porque quando o mundo te chamar para a briga, ah querida, você vai precisar saber brigar.

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Eu não sei onde estive durante as aulas de Português desde que eu era pequena. Talvez eu fosse muito lerda para copiar as lições da lousa e por isso a professora sempre apagava a parte que eu estava escrevendo. Ok, tudo bem, eu tenho um livro de gramática com a nova ortografia que, graças ao nosso ex-presidente não muito esperto, mudou para pior. Tirar a maldita crase ninguém quer, mas o circunflexo do pêlo (pelagem), tirou rapidinho. Sem falar o trema que rendeu piadas com lingüiça. Como não odiar Português? É, até hoje estou me fazendo essa pergunta.
Estudar não é meu forte, acho que por causa do trauma com a escola, meu cérebro bloqueou a função "aprendizado de matérias da escola". Sofro muito com isso.

Eu sou péssima em descrições, em compensação o meu forte são os diálogos e os personagens. Sei lá, acho que tem escritor que descreve demais e não tem personagens tão interessantes e profundos. De rasa já basta a piscina de plástico que uso nos dias quentes, ok?

Quando eu era pirralhinha, tinha uns 11 a 12 anos, uma amiga da minha mãe me apresentou Harry Potter. É, agradeça ao bruxo inglês por eu hoje querer escrever livros.
Depois de J.K. Rowling, eu pulei para Machado de Assis e agora sou fã de Augusto Cury.
Eu confesso que acabei largando HP no 5º livro, mas foi por mim e não por não gostar da autora. Eu cheguei num patamar onde Harry Potter não me atraía mais.
Outra coisa que me inspirou a escrever minhas próprias histórias foram as fanfics. São histórias criadas por fãs de livros, games, mangás, animes, etc.
Eram fanfics de Harry Potter muito mal escritas e com personagens perfeitos. É assim que a gente começa.
Aos poucos fui mudando e sentindo vontade de ter algo totalmente meu. Harry Potter pertence a J.K. Rowling. Por mais que eu escreva uma fanfic do meu jeito, os personagens sempre serão dela e nunca poderei modificar a história original. Isso me frustrava.

Eu aproveitava o recreio/intervalão, para desenhar e rabiscar algumas coisas em um caderno laranja.
Foi no colegial (leia: "Ensino Médio" se for mais novo) que comecei a caminhar com as minhas próprias pernas e criar algo meu. Claro que com influências ainda fortíssimas de Harry Potter.
É difícil você deixar de ser dependente daquela obra que te fez abrir os olhos para outros livros e autores.
Algum tempo depois, acho que meses, fiz algo que não se parecia com nada que eu tinha lido e que contava com uma história pobre em todos os requisitos, no entanto era totalmente meu.
O projeto esfriou e alguns anos depois resolvi retomá-lo. Sim, parte das minhas decisões importantes são tomadas de repente e sem muito pensamento.
E desde então venho tentando trabalhar no projeto, apesar da vida pessoal, o trabalho e os aborrecimentos atrapalharem muito.
Enfim consegui me organizar este ano (do modo mais estranho possível) e vou começar essa bagaça.

O outro projeto começou em 2010 com algumas brincadeiras de frases no Orkut e hoje já me rende trama para pelo menos 4 a 5 livros.
Do jeito que sou criativa, escrevo até sobre pedra.

É engraçado perceber como a esmagadora maioria dos escritores tem a criatividade aflorada de madrugada. Sabe por quê? Porque não tem ninguém para encher o saco nesse horário. Todos estão dormindo ou... Aproveitando a noite de uma forma mais quente...
Para quem quiser me julgar e dizer que minha rotina está errada, vou responder: "A sua vida é chata, suas expectativas de vida são chatas. Quem decide a minha rotina sou eu, não é você que paga pela minha alegria, então volte à sua chatice".
Óbvio que nem sempre é possível conciliar o prazer de escrever de madrugada com a rotina chata que todos devemos seguir, já que precisamos de emprego, no meu caso, para pagar contas.
Inverti a minha rotina de um modo muito louco e parece estar funcionando bem, tirando os aborrecimentos que nunca mudam.
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E falando em aborrecimentos...
Quando você se mete a fazer algo que pode dar certo, tem que pensar nas consequências disso, no caso, meu livro bombar e eu ficar famosa.
A fama traz muitas coisas boas como: fãs, dinheiro e te dá mais "voz" na sociedade. O problema é que também vem coisas ruins: perseguição, falta de privacidade, críticas destrutivas e pessoas que te odeiam pelo simples fato de você existir.

Eu costumo dizer que estou treinando (muito mal e porcamente) essa situação, já que faço vídeos para internet cantando aberturas e encerramentos de animes (desenhos animados japoneses).
E hoje, depois de um chilique de um grupo de pessoas, parei para pensar (muito "pê" numa só frase): será que eu estou sempre errada?
Eu sou extremamente sensata e procuro analisar até mesmo as críticas destrutivas. É fácil falar "ah é tudo inveja", mas é bom parar e escutar o outro lado da razão. Isso dá um certo equilíbrio, principalmente a pessoas como eu.

O bullying traz grandes ensinamentos, acredite, só que também traz péssimas consequências. Para compreender o que digo, vou te contar como eu era na adolescência.
Nunca fui a popular da classe e sempre fui altamente zoada, o que me rendeu problemas e problemas com a coordenação e orientação da escola, que em um dado momento, resolveu me perguntar "você não acha que está com mania de perseguição?".
Vamos piorar a situação. Eu nunca tive auto-estima, se brincar até hoje não tenho, apesar do bom-humor. Junte a falta de auto-estima com a timidez, com um corpo condenado pela sociedade e mais a adolescência. Não foi fácil.
Eu também era muito sensível, o que piorava ao cubo os meus problemas. Sabe aquela pessoa que de tão humilhada, vai chorar no banheiro? Pois é, quem me vê hoje gritando e descendo o sarrafo, nem imagina o quanto eu já chorei sozinha.

Depois de passar por essa fase negra na minha vida, infelizmente arrumei um péssimo escudo para me defender da maldade dos outros: a arrogância.
Sim, eu sou arrogante e já cansei de avisar todo mundo sobre isso.
A única forma que encontrei para me defender foi ser arrogante com pessoas que querem me humilhar. Eu não consigo aceitar a humilhação depois de tantos anos sendo podada pela escola e pelos "colegas" de classe. Eu era como uma muda de árvore que estava começando a apodrecer, até que fui sendo bem cuidada, regada e adubada.
Com a arrogância veio a ironia e o sarcasmo.

Eu não acho que ser arrogante é legal, pelo contrário, porém se eu não o for, quem morre por dentro sou eu.
A partir do momento que prometi a mim mesma priorizar a minha felicidade, incluí não aceitar humilhações e, no pacote, usar meus escudos.
Eu rebato as críticas que acho injustas, respondo aos que estão desinformadas (como procuro melhorar com o tempo, comento que já corrigi o erro - quando o mesmo já foi corrigido) e uso arrogância, ironia e sarcasmo com pessoas que chegam para me humilhar.

Eu ainda não aprendi a fechar os olhos contra esse último tipo de gente. Não quero que eles tenham a sensação de que ganharam, porque isso me humilha e me relembra todo o inferno do passado. Mas eu vou tentar prometer a mim mesma, IGNORAR aqueles que querem me humilhar.
Vejo pessoas fazendo um trabalho muito pior que o meu, dando deslizes básicos ou simplesmente fazendo tudo errado. Jamais cheguei em algum para xingar ou humilhar, porque aprendi na pele qual a profundidade da mágoa. Em compensação, gosto de ajudar e nunca chego falando que sou THE BEST. Parabenizo pelo trabalho e exponho alguns erros, ajudando a melhorá-los. Infelizmente na maioria das vezes levo pedrada, então parei de fazer isso.
"Ah, mas você faz a mesma coisa com quem aparece nos seus vídeos!" - E como a pessoa chegou para comentar? Ninguém lembra disso e muito menos se dá ao trabalho de ver críticas observadoras que realmente me ajudaram e que não precisaram chegar na pompa.

Por causa do anonimato e da facilidade de comunicação que a internet possui, pessoas com ego baixo saem por aí distribuindo seus dessabores diminuindo os outros.
Nunca consegui me sentir bem ao humilhar alguém que nunca me fez nada. Eu só reajo ao que recebo.
Eu não faço mais questão de ajudar quem não é meu amigo, já cuspiram no prato algumas vezes, então todo o resto perdeu essa minha gentileza.
Eu fico me perguntando se ajo de forma errada, se devo realmente deixar as pessoas amaciarem seus egos me humilhando. A sociedade nos cobra essa reação de abaixar a cabeça ao ser humilhado. Engraçado que é crime violência doméstica: espécie de humilhação, onde infelizmente a maioria ainda abaixa a cabeça.
Entendeu agora?
A sociedade é hipócrita e gosta de mártires. Eu não vejo heroísmo nenhum, muito menos santidade, em sofrer para o gozo dos outros. Isso é masoquismo e eu não compactuo.
O problema é que a massa não pensa assim, todos ficam dentro da caixinha obedecendo ao que a sociedade impõe ser o correto. Lembrando que alguns padrões e regras, realmente são os corretos a seguir, no entanto outros...

Fico preocupada em ser colocada de lado, se ficar famosa, por ser sincera demais. Provavelmente serei considerada arrogante, invejosa, venenosa... E infelizmente parece que tenho algo que atrai esse tipo de coisa: inveja, ódio, repulsa, ciúme.
Interessante pensar que eu sempre preciso lutar mais que os outros para conseguir reconhecimento. Eu sempre preciso levar mais pedradas que os outros, porque falo a verdade. Então me lembro da grande Dercy Gonçalves e de como as pessoas intimamente a invejavam, pois ela falava palavrões numa época em que isso era considerado bem mais imoral que hoje. Ela foi pré-julgada, olhada com desconfiança e disseram muitas coisas por raiva e inveja. Dercy incomodava.
Eu acho que incomodo também.

De qualquer forma, essas pessoas, sejam invejosas, ciumentas ou realistas, têm uma coisa boa a me ensinar: que eu não devo perder o equilíbrio entre o meu ego e a verdade.

Eu não sou Deus e ele muito menos agrada a todos. Eu também não sou dona da verdade, a não ser da minha própria.
Eu só gostaria de não ser julgada por ser, em algum caso, melhor que alguém e odiada por isso. Eu não tenho culpa dos meus talentos, dos meus dons, apenas quero mostrá-los ao mundo. Se isso te incomoda, mostre-se ao mundo, não fique na minha sombra, agourando a minha vida.
Eu, por mais porrada que já levei na vida, nunca fiquei atrás de alguém com inveja ou raiva por ser uma pessoa frustrada e não conseguir ultrapassar aquele alguém.
Se desligue disso e faça você mesmo o seu nome.

Desculpe informar, mas eu continuarei arrogante, irônica e sarcástica com aqueles que querem me humilhar.
Infelizmente também vou continuar incomodando, então podem engolir, pois irei descer fervendo pela sua garganta.

Por Kimono Vermelho (22/01/2012)

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